sexta-feira, 27 de abril de 2012

Clara e a música - a importância do ambiente musical para as crianças

Clara e a música - a importância do ambiente musical para as crianças

Clara tem 1 ano e quase 9 meses. E desde que começou a interagir com o mundo ao seu redor, também o faz por meio da música, e essa é uma característica muito forte dela.
Não há um só dia que ela não dance muito. Qualquer tipo de ritmo é capaz de estimulá-la a dançar. Ela se requebra, tem forte noção de ritmo e sabe diferenciar os tipos de sons.
Acredito que isso seja uma mistura entre habilidade inata e o meio em que vive - como quase tudo em um ser humano. E o meio em que ela vive é muito musical.
Aqui em casa somos apaixonados por música e todos os dias, pelo menos em algum momento,  tem música na casa.
Clara cresceu, aprendeu a engatinhar e a caminhar entre os violões do pai, com livre acesso e, hoje, é muito comum encontrá-la ao lado deles dedilhando e cantando.
Durante a gravidez, cantei muito pra ela. Músicas que tinham significado emocional para mim e que diziam belas coisas. Desde que ela nasceu, canto pra ela dando banho, trocando fralda, a vestindo e fazemos brincadeiras musicais. Hoje, quando digo: "Filha, vamos cantar uma música?", ela já começa a cantar.
No criado-mundo temos dois potes revestidos de tecido, com tampas de plástico. Ela aprendeu a tirar os enfeites da tampa e usá-los como tambores. Quase todos os dias, vai até lá, coloca um deles embaixo do braço, vem tocando até mim, me deixa um, volta, pega o outro, vem até mim novamente e, juntas, fazemos um som - percussão na tampa de plástico da lata. 
Como durante um bom tempo eu me dediquei a estudar percussão - pela qual sou apaixonada - tenho muitos instrumentos aqui e os libero aos poucos pra ela, em função do que já vai conseguindo segurar. Minhas duas claves já são de domínio comum, e ela as adora. Sai pela casa batendo uma na outra e dançando junto. As baquetas também, mas ficou um pouco perigoso quando ela começou a batucar nos vidros da cristaleira... O que ela gosta mesmo é de usar o sofá como bateria e coordena muito bem as duas baquetas entre as mãos. 
Gaita também é sucesso por aqui. Já aconteceu algumas vezes de chamá-la de dentro de casa, ela estar lá fora e me responder em forma de sopro de gaita. Chamo de novo e ela responde via gaita novamente. 
Clara também já percebeu que a música pode ser uma importante forma de interação social e de quebrar o gelo. É muito frequente parar na frente de alguém e começar a requebrar, porque percebeu que isso leva o outro a dançar também. E, claro, adora ser aplaudida depois de uma dancinha. Quando isso não acontece espontaneamente, ela dá uma forcinha à platéia, iniciando as palmas...
Sempre propiciamos a ela um ambiente musical rico, com música de boa qualidade. Ela já foi a muitos shows e apresentações, e adora. Já assistiu ao Moraes Moreira, ao maestro José Carlos Martins, já foi a ensaios de escolas de samba - ainda que não tenhamos ficado tão próximo, para poupar seus ouvidos -, ao show do Pato Fu e a muitas apresentações de músicos locais. Ontem, passamos a tarde ouvindo chorinho em um evento em comemoração ao Dia Municipal do Choro, lindo evento que aconteceu aqui em Florianópolis, e hoje iremos à apresentação de um amigo músico, na festa de fraldas de sua filhinha que está pra nascer.
Quando tem apresentação musical no Bazar Coisas de Mãe, lá está ela, sempre dançando, tocando e envolvida. No último, saiu entre os presentes fazendo da maraca microfone, colocando na boca das pessoas para que cantassem também. A Rosamon, vocalista do lindo grupo de histórias cantadas Tac Tic Tum, que é nosso parceiro, teve que dividir o próprio microfone com ela... e foi difícil devolvê-lo.
 
 
 
 
 
 
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Olá queridos amigos, copiei um trecho da matéria escrita pela Ligia Moreiras Sena, mamãe da Clara que é uma FIGURINHA!!!
 
 Clic aqui e aprecie o texto na íntegra!
 
 
Obrigada Lígia
Bjs a todos e até breve.
 
 
 

Um comentário:

  1. Querida Rosamon!
    Adorei ver o texto aqui.
    Sou uma profunda admiradora do grupo e acho importantíssimo o trabalho que vocês fazem, de tornar a cultura algo mais concreto às crianças.
    Só tenho a agradecer!
    Grande abraço
    Ligia

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